segunda-feira, 14 de março de 2011

De volta!

Para os poucos leitores deste blog boa (ou má) notícia: VOLTEI!! Após um longo recesso de muitos acontecimentos, acho que encontrei a minha criatividade que estava de férias.
Hoje estava aqui a relembrar o meu primeiro trabalho, quase escravo, onde eu era nada mais, nada menos que uma operadora de telemarketing! 




Mas antes de me odiarem, levem em consideração que eu era a pessoa que atendia as ligações e não aquela cidadã, com voz anasalada (sempre que me ligam é assim), que de forma mecânica te liga as 9 horas da manhã, no seu dia de folga para vender jornal, seguros, revistas com cupons de descontos e afins.
Por aquelas longas 6 horas diárias eu atendia todo tipo de pessoa e quando eu digo todo era todo meeeesmo! Haviam pessoas que nem sabiam o que queriam e que queriam que eu adivinhasse e resolvesse a situação! Ai de mim quando os meus poderes psíquicos falhavam!
E por ser conhecedora de todo o martírio que sofre um operador de telemarketing é que passei a ter mais paciência com eles e ser, na medida do possível, mais solidária. 
Mas numa bela manhã de Sol, típica da capital paulistana, estava no trabalho quando um ser, não sei de qual espécie, resolve me vender a assinatura de um jornal. Antes mesmo de eu ter tempo para dizer que não estava interessada, o operador entabulou um monólogo (se é que é possível entabular um monólogo) desenfreado como se estivesse narrando uma partida de futebol!
Quando ele parou de falar, possivelmente para respirar, eu disse suavemente: "olha, eu não tenho interesse", nesse momento aquele simpático operador se transformou e aos berros me disse: "você deixou eu falar todo esse tempo para só agora dizer que não quer?! Você acha que eu sou o que?! Idiota?!"
Eu fiquei perplexa! Nos meus não saudosos tempos de escrava do telemarketing, onde comia em menos de 15 minutos, não ia ao banheiro, o que por consequência me deu de presente uma bela úlcera e tendinite nos dois braços, eu NUNCA havia tratado um cliente assim. E olha que eles faziam por merecer!
Terminei a ligação dizendo que entendia a situação dele, que tinha metas para alcançar, mas que o que ele fazia era injustificável, que queria registrar uma reclamação e que prefiria falar com a URA a ter que falar com um operador mal educado, mal amado como ele!

Daquele incidente me recordo com total clareza da seguinte frase: "vou estar transferindo sua ligação para o setor competente estar registrando sua reclamação e a empresa estar te retornando com uma providência no prazo de 72 horas! Algo mais?"

E viva o gerundismo e o telemarketing!

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