sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Jingles eleitorais

Finalmente, graças a todos os deuses e entidades de qualquer religião, a partir de segunda-feira não teremos mais que ouvir os odiosos e por vezes bizarros jingles eleitorais!
Agora a pouco, sem muito oque fazer, descobri que até a magnifica obra de arte, Beat It do Michael Jackson, fora devastada para se transformar num maléfico jingle do candidato a Deputado Estadual pelo DEM-PB, Lindolfo Pires. Claro que a esta altura Michael Jackson deve estar remexendo o esqueleto no túmulo, mas não para dançar Beat It!
Eu sei que nem todo mundo deve gostar do estilo musical, mas quem na vida nunca dançou a Macarena? Pois é, até a pobre Macarena, do grupo espanhol Los Del Rio, virou jingle! Para aqueles que curtem dançar a Macarena, pela coreografia maravilhosa e contagiante, agora no período eleitoral podem dançar a Vacccarezza, do candidato a Deputado Federal pelo PT-SP! 
Pelo menos o polêmico Tiririca (alfabetizado ou não) teve o bom senso de usar a própria musica para jingle. Netinho de Paula, ex-Negritude Junior, candidato pelo PCdoB, como previsto, desenterrou Cohab City para concorrer a uma cadeira no Senado.
Até aqui nada de anormal, todo ano eleitoral ouvimos asneiras de todos os tipos, a começar pelos discursos furados de mudanças absurdamente impossiveis. Isso não é certo mas não se compara a audácia do semovente que fez um jingle a partir da musica I want to break free, do Queen! O pior que isso tudo é tido como, pasmem, criatividade!!!
Aos sobreviventes desta avalanche de paródías, só resta ir as urnas no próximo domingo, dia 3 de outubro e fazer a escolha "menos errada" possível!

Um comentário:

  1. O jingle da Marina poderia ser ao ritmo de Dorival Caymmi:

    Marina, morena
    Marina, você se pintou
    Marina, você faça tudo
    Mas faça um favor
    Não pinte esse rosto que eu gosto *(eu não!!!)
    Que eu gosto e que é só meu *(meu que não é!!!)
    Marina, você já é bonita
    Com o que deus lhe deu *(só se for no incrível mundo de Marlboro!!!)
    Me aborreci, me zanguei
    Já não posso falar
    E quando eu me zango, marina
    Não sei perdoar
    Eu já desculpei muita coisa
    Você não arranjava outra igual
    Desculpe, marina, morena
    Mas eu tô de mal *(ah, essa parte da música poderia ser cantada pelo Serra e pela Dilma...)

    O restante fica por conta do imaginário popular...

    E viva a liberdade de expressão...

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